27/06/2010
Chegado o tão esperado ponto final desta etapa da Formação, proponho-me a fazer um balanço geral do meu percurso ao longo da Formação.
Em primeiro lugar, gostaria de referir que foi uma Formação que exigiu um grande esforço e dispêndio de tempo, tanto nas sessões em linha e trabalho com ele relacionado, como na preparação das sessões de replicação, agravando-se o facto de ter ficado sozinha a representar a Tomás de Borba e com um elevado número de colegas a quem se dirigia a replicação.
É, no entanto, importante salientar que, ao longo desta formação, tive a oportunidade de reflectir, em profundidade, a Língua Portuguesa, o que se revelou decisivo para levantar questões sobre a minha prática lectiva, sobretudo no que concerne à Compreensão e Expressão Oral e ao ensino da escrita, que divergiam em alguns aspectos dos pressupostos do Novo Programa.
Ao participar nas várias sessões desta Formação, fui percebendo como, nas minhas aulas, poderia dar conta de transformações didácticas ao nível de propostas de trabalho com e para os alunos. Disso dou conta aquando da implementação de algumas das actividades sugeridas nos diferentes GIP’s cujos resultados foram muito positivos.
Deste modo, saúdo a iniciativa da D.G.I.D.C. e, sobretudo, da equipa que organizou e dimensionou a concretização desta Formação. Foi gratificante encontrar colegas de outras escolas, partilhando informações e experiências de trabalho.
Devo dizer, ainda, que a diversidade das modalidades das sessões, bem como a heterogeneidade dos formadores, constituiu uma mais-valia. Dessa maneira criou-se expectativa, não existindo monotonia temática. Apesar de existirem muitas questões que necessitavam ser mais aprofundadas e trabalhadas, como por exemplo a realização se Sequências Didácticas, Anualizações e actividades para desenvolver a Expressão e Compreensão do Oral.
No que diz respeito à minha participação como formanda, fui assídua, tentei ser activa, colaboradora e possuir espírito crítico. Poderia ter sido mais incisiva, se não tivesse a meu cargo funções docentes, com turma, o que por outro lado facilitou a operacionalização de algumas actividades e aferir os resultados da sua aplicação.
Não gostaria de terminar sem chamar a atenção para o facto se ser fundamental para a Formação, e para o trabalho no terreno, haver uma continuidade da Acção Formativa, a par da divulgação da importância e características deste projecto e do trabalho dos “Agentes Formativos”, para que não se instale o desgaste, a desorganização e a depreciação de uma iniciativa que é nobre. Estão em causa professores contribuindo e apoiando colegas na reconceptualização da sua prática pedagógica no âmbito dos Programas de Língua Portuguesa.
Ao longo das várias sessões de replicação, pude deparar-me com alguma oposição, por parte de colegas, relativamente ao Novo Programa. É, por isso, imperativo que os profissionais da educação se consciencializem das mudanças a decorrer e estejam disponíveis para as aceitar e pô-las em prática.
É prioritário que os professores sintam necessidade de fazer a sua autoformação e de utilizar esta tecnologia na própria sala de aula. Só assim desenvolverão estratégias motivantes e desafiantes para os seus alunos, integrando estas tecnologias em ambientes de aprendizagem mais ricos e estimulantes
Finalmente, saliento a importância da partilha de saberes e experiências entre os docentes que pôde ser realizada ao longo da Formação, tendo sido de enriquecedora para o melhoramento individual e de grupo da profissão docente e de tudo o que ela implica. Acredito que só o trabalho colaborativo entre professores facilitará a tarefa da recriação das actividades. Sem este tipo de trabalho é fácil “cair na tentação” de seguir o manual, pois a exigência da actividade profissional nem sempre possibilita tempo e disponibilidade para desenvolver novas tarefas adoptadas aos contextos e turmas.
Em suma, considero que a participação nesta Formação foi de extrema importância para a minha mudança enquanto docente e na alteração da perspectiva do ensino da Língua Portuguesa.
Ana Fonseca
Chegado o tão esperado ponto final desta etapa da Formação, proponho-me a fazer um balanço geral do meu percurso ao longo da Formação.
Em primeiro lugar, gostaria de referir que foi uma Formação que exigiu um grande esforço e dispêndio de tempo, tanto nas sessões em linha e trabalho com ele relacionado, como na preparação das sessões de replicação, agravando-se o facto de ter ficado sozinha a representar a Tomás de Borba e com um elevado número de colegas a quem se dirigia a replicação.
É, no entanto, importante salientar que, ao longo desta formação, tive a oportunidade de reflectir, em profundidade, a Língua Portuguesa, o que se revelou decisivo para levantar questões sobre a minha prática lectiva, sobretudo no que concerne à Compreensão e Expressão Oral e ao ensino da escrita, que divergiam em alguns aspectos dos pressupostos do Novo Programa.
Ao participar nas várias sessões desta Formação, fui percebendo como, nas minhas aulas, poderia dar conta de transformações didácticas ao nível de propostas de trabalho com e para os alunos. Disso dou conta aquando da implementação de algumas das actividades sugeridas nos diferentes GIP’s cujos resultados foram muito positivos.
Deste modo, saúdo a iniciativa da D.G.I.D.C. e, sobretudo, da equipa que organizou e dimensionou a concretização desta Formação. Foi gratificante encontrar colegas de outras escolas, partilhando informações e experiências de trabalho.
Devo dizer, ainda, que a diversidade das modalidades das sessões, bem como a heterogeneidade dos formadores, constituiu uma mais-valia. Dessa maneira criou-se expectativa, não existindo monotonia temática. Apesar de existirem muitas questões que necessitavam ser mais aprofundadas e trabalhadas, como por exemplo a realização se Sequências Didácticas, Anualizações e actividades para desenvolver a Expressão e Compreensão do Oral.
No que diz respeito à minha participação como formanda, fui assídua, tentei ser activa, colaboradora e possuir espírito crítico. Poderia ter sido mais incisiva, se não tivesse a meu cargo funções docentes, com turma, o que por outro lado facilitou a operacionalização de algumas actividades e aferir os resultados da sua aplicação.
Não gostaria de terminar sem chamar a atenção para o facto se ser fundamental para a Formação, e para o trabalho no terreno, haver uma continuidade da Acção Formativa, a par da divulgação da importância e características deste projecto e do trabalho dos “Agentes Formativos”, para que não se instale o desgaste, a desorganização e a depreciação de uma iniciativa que é nobre. Estão em causa professores contribuindo e apoiando colegas na reconceptualização da sua prática pedagógica no âmbito dos Programas de Língua Portuguesa.
Ao longo das várias sessões de replicação, pude deparar-me com alguma oposição, por parte de colegas, relativamente ao Novo Programa. É, por isso, imperativo que os profissionais da educação se consciencializem das mudanças a decorrer e estejam disponíveis para as aceitar e pô-las em prática.
É prioritário que os professores sintam necessidade de fazer a sua autoformação e de utilizar esta tecnologia na própria sala de aula. Só assim desenvolverão estratégias motivantes e desafiantes para os seus alunos, integrando estas tecnologias em ambientes de aprendizagem mais ricos e estimulantes
Finalmente, saliento a importância da partilha de saberes e experiências entre os docentes que pôde ser realizada ao longo da Formação, tendo sido de enriquecedora para o melhoramento individual e de grupo da profissão docente e de tudo o que ela implica. Acredito que só o trabalho colaborativo entre professores facilitará a tarefa da recriação das actividades. Sem este tipo de trabalho é fácil “cair na tentação” de seguir o manual, pois a exigência da actividade profissional nem sempre possibilita tempo e disponibilidade para desenvolver novas tarefas adoptadas aos contextos e turmas.
Em suma, considero que a participação nesta Formação foi de extrema importância para a minha mudança enquanto docente e na alteração da perspectiva do ensino da Língua Portuguesa.
Ana Fonseca
