domingo, 28 de fevereiro de 2010

Reflexão da 2ª Replicação

(14 de Fevereiro 2010)
Escola Tomás de Borba, Angra do Heroísmo

1. Para a segunda replicação o grupo foi dividido em dois, tendo sido as respectivas replicações realizadas, respectivamente nos dias oito e nove de Fevereiro. O tema abordado foi a Leitura, à semelhança do III Módulo de Formação.

2. Actividades:

- Leitura do texto “Aniversários e referência, por partes dos docentes da forma como o poderiam trabalhar na turma.
- Apresentação de um PowerPoint que preparei, apoiada no material disponibilizado pelos formadores e em algumas pesquisas que efectuei (PowerPoint colocado no meu portfólio).
- Regresso ao, ao texto “Aniversários”, para reflexão sobre a sua aplicação, à luz do Novo Programa.
- Apresentação de algumas actividades de Compreensão da Leitura.
- Para finalizar foi sugerida a aplicação de algumas actividades integradas no GIP de Leitura, para posterior reflexão, ao que algumas colegas se disponibilizaram.

3. Esta segunda replicação aconteceu de forma serena, nos dois grupos de trabalho. Uma grande parte das colegas aderiu às actividades, partilha e reflexão, o que é bastante positivo. Notou-se alguma preocupação, relativamente à planificação das actividades à luz do Novo Programa.
A meu ver, as replicações nas escolas, são, por um lado, um acréscimo de trabalho, numa altura conturbada de avaliação dos alunos, de reuniões de turma e de Departamento, do QUALIS, bem como de observação de aulas para avaliação. Por outro lado, têm-se revelado uma mais-valia, pelo facto de possibilitar a troca de ideias, a reflexão e a partilha de praticar, que muito podem servir para o nosso desenvolvimento enquanto docentes.


Ana Maria Fonseca

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Material da II Replicação na EBS Tomás de Borba

Balanço do trabalho on-line

12 Fevereiro 2010


Confesso que a minha maior preocupação relativamente a esta formação incidia no facto de ter de trabalhar tantas horas on-line, tarefa esta que me era totalmente desconhecida.
Neste momento, já posso dizer, com confiança, que ultrapassei esta inquietação, achando mesmo que está a ser de extrema importância para o meu crescimento, enquanto formanda. Estes novos conhecimentos fizeram-me alargar os horizontes e criar, com a minha turma, um blogue, onde podemos publicar actividades e trabalhos realizados. Para a criação deste blogue, fomos visitar outros, trabalhando, assim, um dos tipos de texto apontados no novo programa, o que deliciou os alunos.
Por outro lado, acho que este espaço da plataforma é muito importante, pois podemos partilhar ideias, experiências, materiais, dúvidas e reflectir sobre as diversas questões lançadas, promovendo o enriquecimento colectivo.

Reflexão do 3º Módulo de Formação


11 Fevereiro 2010

Após o III Módulo da formação, pude reflectir sobre a importância da leitura, sobre a necessidade de que crianças desenvolvam o hábito e o gosto de ler e sobre o papel da escola em formar leitores competentes.
Muitas vezes, nas escolas, com a pressa de ensinar a ler e de trabalhar todo o programa, esquecemo-nos um pouco de criar, nas crianças, o gosto pela leitura.
A falta de gosto pela leitura poderá ser a base da grande dificuldade que muitas crianças têm de aprender a ler. Não será, em parte, por culpa da escola, por nossa culpa? Pela rotina dos textos e do tipo de trabalho que se faz com estes mesmos textos, que é quase sempre do mesmo género? Primeiro a leitura, depois as perguntas sobre o texto e de seguida o funcionamento da língua, servindo o mesmo texto para trabalhar o maior número de conteúdos.
Outro aspecto importante a reflectir é o papel dos manuais escolares como mediadores entre os programas e a prática docente. Quanto a mim, é indiscutível a necessidade da utilização dos manuais, no entanto, o hábito de se utilizar apenas o manual implica que, na realidade, acabam por ser os manuais a definir as coordenadas de uma boa parte da nossa prática pedagógica, em certas circunstâncias de forma bem mais concreta e decisiva do que os próprios programas em si, o que compromete o acesso aos diferentes tipos de texto, acabando por ser o texto narrativo o mais trabalhado. Esta situação reflecte-se na dificuldade que os nossos alunos sentem, aquando da realização das PASE, quando se deparam com textos informativos e instrucionais.
Esquecemo-nos, também, que a leitura deve ser praticada como actividade prazerosa e significativa desde o início do processo de aprendizagem.
A leitura não deve ser vista apenas como descodificação, mas como um processo interactivo de co-produção de sentidos.
Esta deve ser considerada como actividade constitutiva da vida dos leitores em sentido amplo.
A leitura é uma actividade que merece ter lugar central na prática escolar e assim ser ensinada por todos nós, qualquer que seja a matéria.
Qual o nosso papel?
Em primeiro lugar, o professor deve ter em conta o processo de desenvolvimento da aprendizagem da leitura e da escrita; deve acreditar que todas as crianças podem aprender a ler; avaliar continuadamente o progresso das crianças na leitura; conhecer e usar diversas abordagens no ensino da leitura; proporcionar às crianças materiais e textos variados e dar ajuda estratégica a cada criança.
Na realidade, esta formação tem servido para reflectir sobre as minhas práticas, e, apesar de já trabalhar alguns aspectos do Novo Programa, sinto que muito tenho ainda que fazer, essencialmente, quanto ao uso de textos informativos e instrucionais.
Será uma tarefa fácil, mudar toda uma forma de agir?
Em primeiro lugar, é preciso querer mudar e não criar resistência face à mudança. O que, naturalmente, nos trará um acréscimo de trabalho, mas valerá a pena se as crianças começarem a gostar de ler. E para isso contribui, de forma inegável, a nossa acção enquanto educadores.