domingo, 16 de maio de 2010

Reflexão sobre a sequência didáctica

16/05/2010


No segundo dia da Formação do III Módulo foi-nos pedida a realização de uma sequência didáctica, o que me deixou um tanto perplexa e aterrorizada, face ao trabalho que se nos avizinha, aquando da sua implementação.
A sequência didáctica trata-se de um conjunto de aulas planificadas para trabalhar uma determinada competência, a competência foco, pressupondo a articulação de outras competências, com vista à produção de um produto final. Esta irá definir os descritores de desempenho e os conteúdos associados. Permite, assim, a integração de diversas competências, articulando-as com a competência foco, o que facilita trabalhar o conhecimento globalmente, superando a fragmentação. A sua duração pode variar de dias a semanas e várias sequências podem ser trabalhadas durante o ano, de acordo com a planificação ou com as necessidades da turma.
A realização de sequências didácticas dá-nos, de facto, uma visão ampla sobre as necessidades dos alunos, pois tem em conta a sua situação, bem como o desenvolvimento das competências, permitindo a sua reestruturação. Permite, ao professor, ter uma visão a médio e longo prazo mais pormenorizada, tendo sempre presente a meta.
A elaboração de sequências didácticas torna-se um grande desafio para nós docentes, uma vez que estamos, ainda, muito agarrados às planificações por objectivos e actividades, ficando as competências camufladas. Será necessário ter sempre em conta três aspectos essenciais: o que quero ensinar, como é que cada aluno aprende, como será feito o acompanhamento e avaliação dos alunos. Ou seja, primeiro temos que estabelecer competências, as noções e conceitos, os objectivos e os conteúdos que alicerçarão essa construção. Depois, pensar nas actividades a serem desenvolvidas, baseadas nos pré-requisitos e no modo como os alunos aprendem.
Para tal, temos de repensar o nosso modo de planificar, o que me assusta um pouco, pelo tempo que teremos de dedicar à realização de sequências para as diversas competências integradas no programa. Será exequível, visto o nosso tempo para planificar ser cada vez menor, devido ao acréscimo do trabalho que pouco ou nada tem a ver com as nossas aulas? Vamos a ver o que nos reserva o futuro. Ainda temos um ano para amadurecer estas questões e em trabalho cooperativo com os nossos colegas tentarmos encontrar soluções práticas que nos ajudem a implementar o Novo Programa, em termos de planificação.
Ana Fonseca

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